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domingo, 25 de novembro de 2012

Livro da Semana - A Grande Invasão

Livro da Semana - A Grande Invasão

Sinopse:

Uma grande invasão? O livro da semana, que vos apresentamos tem como ingrediente principal a ironia.

Será arriscado transportar essa contorção secreta dos lábios que é a ironia às crianças. O melhor é deixarem-se conduzir pela história. O livro começa devagarinho, com graduação científica. " Quando chegaram à Terra eram apenas umas centenas, inofensivos e mais ou menos vagarosos. Depois, aos poucos, foram chegando mais e mais... Quase sem darmos por isso, ocuparam as nossas ruas, as nossas praças e até os passeios por onde caminhamos. Viraram as nossas cidades de pernas para o ar e fizeram os mesmo às nossas vidas. É que estes invasores são tão simpáticos e confortáveis que já quase não conseguimos viver sem eles..." Quem são estes invadores? O automóvel.

Sem moralizar, apreende-se o papel que tem o automóvel na nossas vidas, e os embaraços que causa a sua existência, deveras presente na vida de muitas pessoas. É preciso aliviar a pressão do automóvel.

Assim o livro A Grande Invasão, escrito por Isabel Minhós Martins e ilustrado por Bernardo Carvalho, sem entrar em moralizações "é um verdadeiro “amigo do ambiente”, como promove estilos de vida saudáveis entre leitores de todas as idades."

É uma obra recomendada pela Gulbenkina/ Casa da Leitura, e recebeu o Prémio Ler/Booktailors, para o melhor projecto gráfio infanto-juvenil. Segundo Rita Pimenta, no suplemento Pública do jornal Público de 16.12.2007, a dinâmica da ilustração, o “lettering” escolhido e a forma como texto se distribui e corre na página fazem deste livro mais um exemplo da criatividade do Planeta Tangerina.

Título: A Grande Invasão
Texto: Isabel Minhós Martins e Bernardo Carvalho
Tamanho: 195 x 220 mm
ISBN: 9789729941092
Páginas:32 páginas
Editora: Planeta Tangerina
PVP: 11.90
Idade recomendada + de 7 anos

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Livro da Semana - Do Amor

Livro da Semana - Do Amor


Sinopse:

Do Amor, poderá ser apresentado sem reservas, como o mais belo ensaio sobre o tema do Amor. Ainda hoje, mais de um século e meio sobre a sua feitura, os seus trechos admiráveis, revelandouma grande delicadeza de espírito, um refinamento de sensibilidade e, aobretudo, os dotes raros de um observador sagaz e subtil, nada perderam em beleza e actualidade. Henry Beyle, que para a posteridade ficou com o nome de Stendhal, não escreveu para os seus coevos. O público da primeira metade so século XIX quase desconheceu esse mestre incomparável da literatura. Só mais tarde livros como O Vermelho e o Negro, A Cartuxa de Parma e Do Amor, vieram a ser reconhecidos e lidos. Do Amor é uma obra de finos linguagem, de estranhos e delicados cambiantes. Para lá de certas particularidedades de costumes que morreram com a época que os criou, fica a essência do olhar atento de um homem que tão bem soube conhecer e amar os outros Homens. 


Sobre o Autor:

Henri-Marie Beyle, mais conhecido como Stendhal (Grenoble, 23 de janeiro de 1783 - Paris, 23 de março de 1842) foi um escritor francês reputado pela fineza na análise dos sentimentos de seus personagens e por seu estilo deliberadamente seco.
Dandy afamado, frequentava os salões de maneira assídua, enquanto sobrevivia com os rendimentos obtidos com suas colaborações em algumas revistas literárias inglesas. Em 1822 publicou Sobre o amor, ensaio baseado em boa parte em suas próprias experiências e no que expressava idéias bastante avançadas; destaca sua teoria da cristalização, processo pelo que o espírito, adaptando a realidade a seus desejos, cobre de perfeições o objeto do desejo.
Estabeleceu seu renome de escritor graças à Vida de Rossini e as duas partes de seu Racine e Shakespeare, autêntico manifesto do romantismo. Depois de uma relação sentimental com a atriz Clémentine Curial, que durou até 1826, empreendeu novas viagens ao Reino Unido e Itália e redigiu sua primeira novela, Armance. Em 1828, sem dinheiro nem sucesso literário, solicitou um posto na Biblioteca Real, que não lhe foi concedido; afundado numa péssima situação econômica, a morte do conde Daru, ao ano seguinte, afetou-lhe particularmente. Superou este período difícil graças aos cargos de cônsul que obteve primeiro em Trieste e mais tarde em Civitavecchia, enquanto se entregava sem reservas à literatura.
Em 1830 aparece sua primeira obra-prima: O vermelho e o Negro, uma crônica analítica da sociedade francesa na época da Restauração, na qual Stendhal representou as ambições de sua época e as contradições da emergente sociedade de classes, destacando sobretudo a análise psicológica dos personagens e o estilo direto e objetivo da narração. Em 1839 publicou A Cartuxa de Parma, muito mais novelesca que sua obra anterior, que escreveu em apenas dois meses e que por sua espontaneidade constitui uma confissão poética extraordinariamente sincera, ainda que só recebeu o elogio de Honoré de Balzac.
Ambas são novelas de aprendizagem, e compartilham de rasgos românticos e realistas; nelas aparece um novo tipo de herói, tipicamente moderno, caracterizado por seu isolamento da sociedade e seu confronto com suas convenções e ideais, no que muito possivelmente se reflete em parte a personalidade do próprio Stendhal.
Outra importante obra de Stendhal é Napoleão, onde o escritor narra momentos importantes da vida do grande general Bonaparte. Como o próprio Stendhal descreve no início deste livro, havia na época (1837) uma carência de registros referentes ao período da carreira militar de Napoleão, sobretudo, sua atuação nas várias batalhas na Itália. Dessa forma, e também porque Stendhal era um admirador incondicional do corso, a obra prioriza a emergência de Bonaparte no cenário militar, entre os anos de 1796 e 1797 nas batalhas italianas. Declarou, certa vez que não considerava morrer na rua algo indigno e, curiosamente, faleceu de um ataque de apoplexia, na rua, sem concluir sua última obra, Lamiel, que foi publicada muito depois de sua morte.

O reconhecimento da obra de Stendhal, como ele mesmo previu, só ocorreu cerca de cinquenta anos após sua morte, ocorrida em 1842 na cidade de Paris.



Título: Do Amor (1962)
Texto: Stendhal 
Tamanho:19,5x13
ISBN: não existe
Páginas:407 páginas
Editora: Editorial Presença
PVP: 10.00 
  




segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Livro da Semana - A Neve do Almirante

Livro da Semana - A Neve do Almirante

Sinopse

Álvaro Mutis, reputado escritor colombiano nascido em 1923, publica em 1945 poemas no suplemento de domingo do jornal "El Espectador", de Bogotá, o poema intitulado A Oração de Maqroll el Gaviero, que virá a ser o protagonista dos seus romances. A partir da experiência de vida na plantação de café e cana de açucar familiar, irá inventar um território da sua ficção, chamado Coello.
O seu principal romance é A Neve do Almirante, em que o narrador descobre um velho onde são narradas as aventuras de Maqroll el Gaviero ao subir o rio Xurando, depois de ter deixado a sua amante, Flor Estevez, que dirige um bar para camionistas que se chama "A Neve do Almirante". 

Em A Neve do Almirante, Mutis faz do mar, ou melhor, de um rio, o cenário de uma história em que mistura a busca pelo desconhecido, o medo da morte e a descrição detalhada de personagens de traços grotescos e senso de ética surpreendente.

Excerto

"O seu aspecto mudara completamente. Não que parecesse mais velho, mais estragado pelo passar dos anos e a fúria dos climas por onde andara. Não fora assim tão longo o tempo da sua ausência. Era outra coisa. Algo que transparecia no seu olhar, vago e cansado..."


Título: A Neve do Almirante
Texto: Álvaro Mutis
Tamanho:21,5x12,5 cm
ISBN: 972 747 597 3
Páginas:157 páginas
Editora: Planeta de Agostini
PVP: 4.00 

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Livro da Semana - No País das letras

Livro da Semana - No País das Letras



A obra seleccionada esta semana, a semelhança dos muitos livros já aqui divulgados, tem uma característica especial, que está associada à maioria das obras disponíveis na Vilateca, a sua condição, enquanto livro de colocar as crianças num patamar de motivação e criatividade evitando fórmulas de literatura infanto-juvenil vai virada para a fruição, diremos mesmo de intertenimento. Há boa e má literatura infantil. 

No caso do livro escrito por Francisco Vaz da Silva, é um exemplo que ultrapassa o universo mágico que existe na maioria dos livros. No conto, através da apresentação num contexto familiar do País da Letras, procura-se aproximar todas as crianças de um país, embora metafóricamente imaginário, muito perto de nós, a mátria dos escritores. 

Neste universo paralelo, tudo se desenvolve através das letras. E não é real, não é descabido dizer que os escritores estão mergulhados numa sopa de letras. Com esta atitude desvela-se a moral, e aproximam-se culturalmente leitor e escritor.

Como disse Francisco Vaz da Silva, " Pretende ser (o livro), também, uma modesta homenagem a todos os escritores que aceitam partilhar connosco o seu universo fantástico sem o qual a nossa vida seria mais podre, senão impossível". 

A cultura não certamente não eliminará a fome do mundo, mas está o Homem autorizado a eliminar a cultura de uma sociedade desenvolvida por não ser um bem essencial?

Título: No país das letras
Texto: Francisco Vaz da Silva
Tamanho: 23x23
ISBN: 978 972 36 1115 1
Páginas: 28
Editora: Afrontamento
PVP: 12.00



quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Livro da Semana - Anjo Partido

Livro da Semana - Anjo Partido


Sinopse
 
Apresentamos esta semana um novo livro a conhecer na Vilateca Livraria Galeria; foi uma semana de muita actividade fora de portas da Vilateca pelo que pedimos desculpa pelo incómdo que causa não ler esta pequenas crónicas.
O livro infanto-juvenil Anjo Partido foi escrito por Helena Simões e ilustrado por Ângelo de Sousa, a obra surgiu a pretexto da poesia de T.S. Eliot, e é constituída por diversos "cantos", no qual se podem ler pequenos contos em prosa poética, funcionando cada textos como um mapa maravilhoso do mundo natural. Organizado em torno dos quatro elementos, ar, terra, água, e fogo, e com algumas personagens recorrentes, Zoe e o Anjo, vivem da inocência dos primeiros olhares, pesando cada palavra, escondendo sabedorias talvez esotérias em enigmas que explodem em todas as direcções. Para o que contribui também Ângelo de Sousa com a força simples das suas ilustrações bastante plásticas e algo inigmáticas. 

O livro encontra-se disponível na Vilateca Livraria Galeria.

Título:Anjo Partido
Texto: Helena Simões
Tamanho: (...)
ISBN: 9789723608571
Páginas: 76 
Editora: Afrontamento
PVP: 12.10 

 





 






terça-feira, 23 de outubro de 2012

Livro da Semana - As Três Ladras





Livro da Semana: As Três Ladras - Txabi Arnal

Sinopse

As três irmãs Barreira não conheciam outro ofício senão roubar. Oculta, a mais velha, escondia tudo o que roubava e vivia como uma mendiga; Lúcia, a do meio, com os seus furtos vivia como uma estrela de cinema; Justa, a mais nova, só se apropriava do necessário para viver. As três tinham uma obsessão: brilhar como o sol de Verão. E, para o conseguirem, tentaram tudo: deitar-se nuas sobre jóias, roubar a água de um regato, banhar-se despidas sob luz da Lua...
Txabi Arnal oferece-nos uma divertida história, onde o humor e a ironia têm um especial protagonismo. Às três irmãs ladras, com o seu obsessivo desejo de acumular riquezas, só lhes resta ansiar o impossível. Nem o ouro, nem as mais luxuosas jóias saciam os seus delírios de grandeza. Finalmente, Oculta, Lúcia e Justa descobrirão que nem tudo o que luz é ouro, e que só o afecto e a ternura podem fazer brilhar de verdade os seus corações (mais ainda que o sol de Verão).
Elena Odriozola, por sua vez, criou imagens de grande delicadeza, através da subtileza de traço que caracteriza o seu trabalho. Para além disso, constrói belos jogos conceptuais com as personagens, com as cenas e com as diversas composições. Utiliza o texto como ponto de partida para mostrar ao leitor uma particular interpretação da história, a partir do seu imaginário artístico, do seu especial tratamento das texturas, incorporando o cromatismo em toda a sua simbologia e uma particular arquitectura das imagens, concebendo jogos paralelísticos entre as diversas ilustrações.
Elena Odriozola recebeu em 2006 o segundo Prémio Nacional de Ilustração em Espanha pela obra A princesa que bocejava a toda a hora, também editada pela OQO.

Texto de Txabi Arnal
Ilustrações de Elena Odriozola
Tradução Dora Batalim Sottomayor

Título:As Três Ladras
Texto: Txabi Arnal
Tamanho: 22x15
ISBN: 978-84-96788-091
Páginas: 60 páginas
Editora: OQO
PVP: 13.50 euros

terça-feira, 16 de outubro de 2012

Livro da Semana - Rua, Miguel Torga


Livro da Semana - Rua, Miguel Torga

Rua, livro de Miguel Torga, escritor transmontano, natural de S.Martinho e Anta, é o livro selecionado desta semana, constituído por uma seleção de treze contos fundamentados no elemento trágico e urbano de um dos maiores escritores portugueses do século XX. Uma visão aguda sobre a solidão de personagens que se fecham num recolhimento tão íntimo e persistente "que só mesmo no fundo duma sepultura".

Excerto:

"Um sujeito seu conhecido, meio filósofo, fizera-lhe em tempos o elogio do carteiro, o mais simpático e desejado de todos os funcionários públicos. Os polícias intimidavam, multavam, prendiam; os cobradores da Câmara só vinham com recibos; da gente do fisco, nem falar. O carteiro, esse, trazia notícias, unia almas distantes, sossegava inquietações. Muito embora nunca tivesse pensao nisso, concordara, desvanecido. E desde então considerava-se, modestamente, um mensageiro quotidiano do destino, de certo modo comprometido nas alegrias e tristezas que repartida."

Livro disponível na Vilateca Livraria Galeria nas condições do costume, acessível. 

Título: Rua
Texto: Miguel Torga
Tamanho: 23.5x15.5 
ISBN: 972 747 853 0
Páginas: 127
Editora: Planeta de Agostini
PVP: 4 euros

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Livro da Semana - Ambas as Mãos Sobre o Corpo


Livro da Semana - Ambas as Mãos Sobre o Corpo de Maria Teresa Horta

O livro da semana é dedicado à escritora Maria Teresa Horta, galardoada com o prémio D.Dinis, em cerimónio realizada no Palácio de Mateus, Vila Real.muito recentemente.  
O livro que dispomos na Vilateca, é uma primeira edição de 1970, autografada pela escritora, o que torna o livro um pouco mais especial. Sobre a obra da escritora e poetisa realizados duas breves achegas.

"Duas palavras bastariam para introduzir o leitor na obra de Maria Teresa Horta. São elas corpo e mulher. Mas seria dizer pouco, embora também haja “pouco” no excesso que constitui a sua escrita, no sentido da sábia utilização do mínimo, do pormenor, na desmesura do gesto, frondoso, que leva o poema ao Outro. É seu um corpo erotizado, pele sobre a pele, onde a própria nudez se diz tecido, cintilância, seda-sede, dobra irreverente, que não aceita a passividade das lisuras no uso de uma voz feminina, de uma “mulher doente de afagos.” É seu um corpo alucinatório, rondando por vezes a litania, na imposição de uma experiência orgânica, lunar na ficção, solar na poesia."

"Escrever é (...), um acto do corpo, sendo a escrita simultaneamente fundação do mundo, “cristal do tempo”, para Maria Teresa Horta, autora que jamais poderá ser arredada da criação, com Maria Isabel Barreno e Maria Velho da Costa, desse livro claramente feminista (ao contrário da restante obra da escritora de Ema): as Novas Cartas Portuguesas, publicadas debaixo de fogo, em 1971. A obra teve um destino previsível: imediatamente retirada de circulação, levou as três Marias a tribunal onde foram condenadas por atentado ao pudor e pornografia. Mas não só uma leitura político-social deverá acompanhar este texto a três vozes que denuncia a opressão da mulher no domínio privado e público, estamos perante um documento literário único e inovador, até pelo seu carácter híbrido e fragmentário, no qual coabitam vários registos: epistolar, poema em verso ou prosa, diálogo, etc.
E ainda o corpo no corpo da ficção de Maria Teresa Horta. Entre outros romances, novelas, contos, destacam-se Ambas as Mãos sobre o Corpo, dominado por um intimismo lânguido, onírico, pelo prazer sensual do texto."

O livro encontra-se disponível na Vilateca Livraria Galeria.

Título:Ambas as Mãos Sobre o Corpo
Texto: Maria Teresa Horta
Tamanho: Livro de Bolso
Edição Número: 7009/1539
Páginas:124
Editora: Europa-América
PVP: 12.50 euros

segunda-feira, 24 de setembro de 2012

Livro da Semana - Falosofia


Livro da Semana - Falosofia de Bruno Miguel Resende

Realizamos hoje uma pequena introdução ao livro Falosofia, quinto livro do poeta Bruno Miguel Resende, sob a lupa crítica de Alexandre Teixeira Mendes, também ele poeta. Quanto ao que trata o livro da capa erótico gótica? Para compreender os clarões meteóricos desta poesia, e o chocante grão de provocação é necessário fazer uma viagens por alguns dos fantasmas literários mais incómodos da moral e da leitura redonda. O esqueleto desta estética é a patafísica de Jarry. Como descendente directo da natureza selvagem de Jarry, Bruno Miguel Resende apresenta um livro condensado e libertário. 

Segundo Alexandre Teixeira Mendes, Falosofia, é ma obra para Falosofos.

“Falosofia”(incomunidade, 2012) de Bruno Miguel Resende é uma afirmação da (des)construção - dos insights para-sóphicos - da prática intertextual - primum falum - eros. No seu registro híbrido - mas também contaminação de géneros - torna-se visível uma escrita por “séries” ou “plateaux” - de (des)ligações - quadros - especulações - na imbrincação do teatro e do symposium. Todavia uma poética singular (no regime a-teológico) ancorada numa série de figuras ou narrativas - um parafrasear de multiplicidades - as glândulas genitais. Convém fazer referência - em sentido lato - a um texto puzzle onde se cruzam, em última análise, os chistes e os trocadilhos sofisticados, a ironia no “des-figurar” a convenção escrita.

E mais haveria para dizer, mas o mais importante na crítica é distancia que ela merece quando não é feita por nós, para nos entregarmos a decifrar os quereres e haveres do autor.

Livro disponível na Vilateca Livraria Galeria, onde existem mais edições falidas à priori. 

Título: Falosofia
Texto: Bruno Miguel Resende
Tamanho: 12,5 x 21 cm
Depósito Legal: 339320/12
Páginas:38
Editora: Incomunidade
PVP: 8 Euros 

segunda-feira, 17 de setembro de 2012

Livro da Semana - Spabilanto


 Livro da Semana - Spabilanto

Temos hoje como livro da semana Spabilanto de Fátima Vale, poeta de origens transmontanas, actriz, e co-directora dos Spabilados - Teatro Hedonista. Trata-se de um livro singular de poesia, de onde imana uma carga de liberdade catárquica. 

Guardei para esta sinopse um excerto da análise de Alexandre Teixeira Mendes: "Em “´Spabilanto” (Incomunidade, 2012) de Fátima Vale enraíza-se uma poética da catarse e da doação (sob o influxo das iluminações). Trata-se de uma uma escrita depurada - uterina - onde se increve (de forma directa, imediata) o affectivus (o transbordamento pulsional). Poderíamos falar de uma poesia orante cuja lógica é a da re-afirmação do metamórfico e do epifânico. É necessário ter em conta o stylo original de confluência simbólica e linguística bilingue (entre o português e o mirandês), Trata-se, pois, de um poemário miscellanea do erótico e do festivus, da defesa do maravilhoso, do inusitado ou “primordial”.

A poesia é alegria e liberdade, sem dúvida estes poemas de Fátima Vale, valem a pena uma visita à Vilateca Livraria Galeria.

Ficha Técnica

Título: Spabilanto
Texto: Fátima Vale
Tamanho: 12,5 x 21 cm
Depósito Legal: 339350/12
Páginas:38
Editora: Incomunidade
PVP: 8 Euros 

sábado, 8 de setembro de 2012

Livro da Semana - Elogio da Loucura


Livro da Semana - Elogio da Loucura

Não será díficil falar da loucura neste século assim como não o foi no século XV, o século de Erasmo de Roterdão. Não confundir com a estupidez, que também não se deve mascarar no padrão do tipo marrão, indivíduo cismado e circunspecto. 

É um livro sobre os alegres, aqueles que riem, que assim ficam nas bordas da sociedade não por solidão mas por verem as coisas de outro ângulo, são os loucos deste livro, podem dizer o que vai vai na veneta, e acreditem no tempo de Erasmo, (hoje confundido com um programa de intercâmbio estudantil) pairavam céus empragnados de núvens escuras para o pensamento. 

O livro começa com o auto-elogio da loucura, que Erasmo de Roterdão, põe a discorrer para dizer loucuras, isto é para dizer a verdade. Não conseguimos para alguns assuntos melhor estratégia. Mas que verdade era a de Erasmo? A verdade sobre Papas e Bispos; sobre reis e cortesãos; sobre governantes e intelectuais, sobre ricos e excelentes senhores; sobre o próprio leitor. 

É um som velho que transcende o tempo. Quem quiser reconhecer as nossas falhas, pode aplicar este testemeunho, não será difícel para ti, leitor, sair do século XV, e bater com os queixos no nosso século XXI.

Sobre o autor 

Desidério Erasmo, nasceu em Roterdão, provavelmente em 1469, e morreu em Basileia em 1536. Amigo de Thomas More, o célebre autor de Utopia, Erasmo foi um dos maiores eruditos da época do Renascimento e da Reforma. Espírito crítio, cosmopolita e ecunménico, advogou a liberdade de consciência e de expressão tanto na esfera civil como eclesiástica. Imortalizou-se com Elogio da Loucura, uma obra em que o autor, por alguns apelidado "O Voltaire do Século XVI". 


Ficha Técnica

Título: Elogio da Loucura
Texto: Erasmo de Roterdão
Tamanho: Livro de Bolso
ISBN: 
Páginas: 145 
Editora: Europa-América
PVP: 2,5 Euros - Livro Usado

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

Livro da Semana - Pézinhos de Lã

Livro da Semana - Pezinhos de Lã


Sinopse
"...«Pezinhos de lã» contribui para a divulgação e reconstrução da história cultural local, da memória social e colectiva, assim como para a inovação e fusão cultural - a criatividade da tradição. Suscita a actividade lúdica e recreativa, utilizando como recurso a cultura popular e tradicional infantil, que, pela organicidade que comporta, motiva e promove a aprendizagem vivencial.
(Margarida Moura)

"Pezinhos de lã" é um livro-cd-dvd que estimula a aprendizagem de canções, danças e jogos do património tradicional português, galego e mirandês, de uma forma agradável, divertida e participativa. Empenhados na recuperação da cultura lúdica e activa das festas e dos bailes, os membros do grupo Pesdelán conceberam esta obra para ser partilhada por um público de todas as idades; tendo, além disso, criado todo um conjunto de material de forte dimensão educativa e de fácil utilização, em contextos variados.

No repertório há 12 temas em português, mirandês e galego - dois deles inclusivamente de origem brasileira - com arranjos musicais originais. O CD também inclui 4 versões instrumentais para serem cantadas. O DVD contém explicações dos passos e demonstrações das danças. No conjunto, trata-se de um trabalho que visa ocupar os tempos de ócio, a cantar e a dançar.

Pesdelán surgiu em 2008 da união de prestigiados músicos, dançarinos e professores de conhecidas formações musicais da Galiza e Portugal (Leilía, Susana Seivane Grupo, Xochilmica, Montelunai, Pulalle-o-pe). Transcendendo o conceito de grupo musical convencional, Pesdelán faz aqui uma proposta inovadora e atrevida, valendo-se da música ao vivo e do ensino de danças e jogos simples, substituindo assim a ideia de público espectador e passivo pela de público activo e participativo.

João Vaz de Carvalho (Fundão, 1958) é um dos ilustradores mais importantes do panorama artístico português, com uma trajectória repleta de prémios internacionais. A sua abordagem plástica confere frescura e simpatia a esta obra multidisciplinar.

- Temática: livro-cd-dvd de música e dança tradicional galego-portuguesa e mirandesa
- Público-alvo: para todas as idades
- Aspectos a destacar: o livro contém glossário de passos de dança, descrição escrita e visual dos passos, explicação de como se dança cada tema e partitura musical; contém CD com os temas musicais e DVD com demonstração das danças; do ilustrador de "28 histórias para rir"
- Aplicações: educação musical; cultura tradicional; lazer
- Relação de temas: O pingacho - Un pasodobre? - O pezinho - O garotiño - A cirigoça - Valse para unha morena - O xogo da carrasquiña - Baião - O vello mentireiro - A caminho de Viseu - Muiñeira - A pulga na palla" 
Disponível na Vilateca!
Ficha Técnica
Título: Pezinhos de lã
Texto: Montse Rivera, Mercedes Riesco Prieto
Tamanho: 16,5 x 16,5 cm
ISBN: 9789898205568
Páginas: 84 Livro CD 
Editora: Kalandraka
PVP: 24 Euros


segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Livro da Semana - Olhos Verdes


 Livro da Semana - Olhos Verdes, Luísa Costa Gomes

Sinopse
Olhos Verdes trata da aparência e do acaso. Os seus personagens fazem parte do mundo das aparências: trabalham em profissões ou têm inclinações eu implicam uma evasão da realidade: Paulo Levi é modelo de roupa interior; Eva Simeão é viciada em TV; o seu ex-marido, Paulo Mateus, deslumbrou-se com a América, que é “outro mundo”; João Baptista Daniel é director de marquetingue; Beatriz, sua mulher, é revisora gráfica; as irmãs Fonseca, Maria do Céu e Maria das Dores, oscilam entre o esteticismo e o esoterismo; Ísis, amiga de Eva, dedica-se ao disaine; Lourenço é fotógrafo; Anadir é a rainha dos jingles publicitários… Com todos eles, Luísa Costa Gomes pinta um nervoso retrato dos seres da sociedade contemporânea, que se entrecruzam casualmente e se evadem da realidade. Um longo capítulo dedicado a George Berkeley, o filósofo britânico que tentou demonstrar que a realidade material só existe na percepção que temos dela, tenta enquadrar a narrativa numa moldura teórica. Luísa Costa Gomes criou um romance dinâmico, interessante e cheio de humor. 
Sobre a autora:

Luísa Costa Gomes nasceu em Lisboa, em 1954, licenciou-se em Filosofia e foi professora no ensino secundário. Iniciou-se como escritora com a publicação de 13 Contos de Sobressalto, em 1982, e daí em diante continuou a publicar contos, romances e teatro. É também cronista e tradutora, bem como responsável pela edição da revista Ficções, dedicada à divulgação do conto, quer de autores estrangeiros, como de portugueses. O seu nome encontra-se também muitas vezes relacionado com tomadas de posição pública na defesa dos princípios básicos da democracia. As suas obras mereceram prémios como o Eça de Queirós, Dom Dinis, Da Máxima e da Associação Portuguesa de Escritores. Entre os seus romances, livros de contos e obras de teatro contam-se: Treze Contos de Sobressalto (1981), Arheim e Desirée (1983), O Gémeo Diferente (1984), O Pequeno Mundo (1988), Vida de Ramón (1991), Nunca Nada de Ninguém (1991), Ubardo, Minha Austrália (1993), Clamor (1994), Olhos Verdes (1994), Educação para a Tristeza (1998), Contos Outra Vez, e A Pirata (2006). 

Ficha Técnica
Título: Olhos Verdes 
Texto: Luísa Costa Gomes
Tamanho: Livro de bolso
ISBN:84 960750709
Páginas: 191
Editora: Colecção Mil Folhas O Público (Usado)
PVP: 3.50 euros

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Livro da Semana - Porque é que os animais não conduzem


Livro da Semana - Porque é que os animais não conduzem

Esta semana voltamos a apresentar um novo livro infanto juvenil. Entre uma história que entretém e a lição didática o jovem leitor vai aprender quais são a regras de trânsito. Tudo começa quando um menino observa o seu gato a brincar com um carrinho de linhas, e questiona-se, porquê que os animais não conduzem? Segue-se uma desfilada de animais, que por algum motivo não podem conduzir. Não terão carta !?... São animais mas parecem pessoas muito concretas. A história ganha assim uma dimensão que a coloca ao nível das fábulas de Esopo e de La Fontaine.
No final da história, 26 conselhos elucidam os mais distraídos para os disparates provocados por uma má condução. Um livro para crianças responsáveis, demonstrando aos adultos como é importante observar as regras e os sinais de trânsito. "Sem regras nem sinais as estradas são uma selva e os perigos muitos mais. Boa viagem... em segurança". Um livro indicado para o que resta das férias.

Disponível na Vilateca.

Ficha Técnica
Título: Porque é que os animaos não conduzem
Texto: Pedro Seromenho
Tamanho: 22,5 x 23
ISBN: 978-989-96791-2-2
Páginas: 29 páginas
Editora: Paleta de Letras
PVP: 9.30 euros

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

Livro da Semana - O Médico e o Monstro


Livro da Semana - O Médico e o Monstro

"O médico e o monstro" foi, no seu tempo, considerado um excelente livro de horror e suspense, que marcaria profundamente seus leitores. Uma narrativa rápida, sobre uma experiência científica que corre mal, escrito em pleno positivismo, o livro toma assim parte na crítica a esta escola de pensamento que alia o progresso material ao social. Hoje podemos adaptar a história às experiências com a genética. O história gira em torno do conceituado médico, Dr. Jekyll, que se vem comportando de maneira estranha, chamando atenção de seus empregados e amigos. Cada vez mais isolado no seu laboratório, Jekyll começa a preocupar Mr. Utterson, advogado e amigo do médico, principalmente quando fica na posse do seu intrigante testamento. Enquanto isso, na cidade, um sujeito curioso e de atitudes bizarras aparece causando danos e aterroriza pessoas com suas atitudes bruscas e abrutalhadas. Mr. Utterson suspeita do envolvimento de seu amigo com o estranho forasteiro, e não concorda com tamanha benevolência com que Dr. Jekyll vem tratando esse intrigante rapaz, chamado de Mr. Hide. O caso fica ainda mais complicada com a morte de Sir Davens, um ilustre membro do parlamento londrino. As suspeitas recaem sobre Mr. Hide, que é visto entrando diversas vezes no domicílio de Jekyll, e inclusive carrega um cheque em nome do médico. Achando o caso deveras intrigante, e temendo pela vida de ser amigo, Mr. Utterson decide tirar a limpo essa história e vai até a residencia do doutor, em busca de explicações. No surpreendente final, Dr. Jekyll revela ao amigo que na realidade ele e Mr. Hide eram um só, terrível resultado de uma experiência realizada em seus laboratórios. Ao tomar a fórmula ele próprio, Dr. Jekyll se dissociou em dois: um de personalidade amável (o próprio médico) e outro de personalidade essencialmente má (Mr. Hide). Cada vez mais fraco, Jekyll não consegue lutar contra o jovem e audaz Hide e teme por sua própria morte. O livro mantém uma atmosfera assustadora durante todo o enredo, tornando-se assim um clássico do mistério. Escrito no final do século XIX por Robert Louis Stevenson, numa época em que a literatura dá largas passadas nos campos do fantástico, do mistério, adaptando-se a um número crescente de leitores, constituíndo com best sellers deste género um tipo novo de livros para as massas alfabetizada da época vitoriana, esta pequena história serviu mais tarde de modelo para filmes, e outros livros que exploraram no futuro a temática da dupla personalidade num espírito genial, e as questões de ética na ciência. Stevenson escreveu ainda o clássico a Ilha do Tesouro, livro pelo qual é mundialmente conhecido.

Disponível na Vilateca na secção de livros usados.

Ficha Técnica
Título: O Médico e o Monstro
Texto: Robert Louis Stevenson
Tamanho: livro de bolso
ISBN:
Páginas: 
Editora: Europa-América (Usado)
PVP: 2.75 eruos